Cheguei eu no posto de saúde do meu bairro às 14:20. Estacionei em uma farmácia e avisei aos funcionários que iria tomar uma vacina rapidamente e que logo retornaria. Entre acenos com as mãos, com a cabeça e confirmações com a voz, todos concordaram em me deixar estacionar o bom e velho Animal ali. Pois bem, entrei no posto e me deparei com uma fila meio sem forma. Enquanto esperava, naquela agonia, ouvi a conversa de dois rapazes, contando que aquele era o terceiro posto que procuravam.
- Já rodei maranguape I, IV etapa e agora tô nesse. Nenhum deles tinha mais vacina.
Comecei a ficar um pouco preocupado, achando que teria que passar pela tortura mais um tempo.
Depois que a fila foi andando, e a vista foi clareando, pude perceber que só havia uma profissional da área de saúde (enfermeira, médica, auxiliar, segurança… não sei. Era uma profissional da área de saúde) na sala. Esta pessoa preenchia o cartão e aplicava a vacina. Só pra aumentar ainda mais a minha angústia.
A fila foi andando mais um pouco, os gaiatos foram se vacinando e indo embora, e eu doido pra receber a tal vacina, pra pode finalmente chegar em casa.
Chegou a minha tão esperada vez. Eu estava tão nervoso e ansioso que nem consegui sentar na cadeira pra dizer o meu endereço.
A profissional pegou a seringa, espetou no tubinho (imaginei sendo o meu braço. Mas era grosso demais pra ser ele), puxou o líquido, deu umas lapadinhas com a unha, pro líquido ficar certinho… Nessa hora eu me senti no filme O Procurado. O tempo começou a andar devagar, meu coração acelerando cada vez mais… Pra quebrar um pouco a tensão que eu estava sentindo, resolvi falar qualquer coisa:
- É no braço direito ou esquerdo?
- Tanto faz…
Já que era pra ficar com o braço inutilizado mesmo, que fosse o direito. Iria me vacinar de qualquer forma.
Depois de tudo pronto ela veio em minha direção, com a seringa apontada pra cima. Fui logo tratando de levantar a manga da camisa, pra facilitar o trabalho e terminar logo com aquilo.
Nessas horas não dá pra fazer muita coisa. A sala é toda branca e só tem cartazes sobre doenças e vacinas. Até ensaiei um pedido de socorro, mas não segui em frente.
Ela chegou perto de mim e disse:
- Relaxe o braço.
Relaxei. Ela passou algodão, pressionou o músculo, posicionou a seringa e… tuf! Esse tuf foi o sinal de que tudo aquilo que eu estava sentindo era uma grande besteira. Não doeu nada.
Prendi o algodão contra o braço, pra evitar que saísse sangue (coisa que nem saiu) e vim embora pra casa. A vacina foi rápida. O problema foi esperar 1h e 10 minutos!
E foi isso. Agora estou aqui, esperando se terei ou não alguma reação contra o medicamento. Espero não ter, né?
:)