mtbf:
cachorro colado
água fria pra soltar
o amor dos bichos
mtbf:
cachorro colado
água fria pra soltar
o amor dos bichos
Descobri ouvindo uma música do Rogério Skylab uma coisa muito legal: o haikai. Haikai é uma forma poética japonesa, onde cada poema contém 3 versos: o primeiro com 5 sílabas, o segundo com 7 e o terceiro com 5. Comentei com o meu grande amigo Mag e a gente começou a tentar fazer alguns. Os dele foram pro lado pornográfico, lógico. Os meus, não.
A partir de agora, sempre que eu criar um, postarei aqui. É uma boa opção para exercitar a criatividade e o português também. Quem quiser mais informações sobre o haikai, pode acessar este link.
Lá vão alguns dos que eu fiz.
celular no túnel
quando a gente precisa
o sinal some
chuva no telhado
sem bacia por perto
acordo boiando
pedra no jambeiro
se o jambo não cair
caio matando
Ainda preciso melhorar bastante. Esses foram os primeiros que fiz.
:)
Conta-se que numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de 400 réis e outra menor, de dois mil réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
- Eu sei - respondeu o não tão tolo assim - ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.
O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
Encontrei esse texto na internet há alguns anos. Resolvi postá-lo aqui :)
No escritório de uma famosa empresa um dos funcionários estava impaciente, esperando uma resposta no seu e-mail. Depois de uns instantes, chega uma nota dizendo que a tal pessoa havia falecido.
Nesse momento, um mero funcionário faz um comentário, a fim de quebrar o clima pesado que ali estava:
- Só falta agora você responder perguntando quem responde na ausência dela
E de repente, não mais que de repente, o jovem funcionário que aguardava pela tal resposta, dispara:
- Mas pô, o pior é que eu preciso da resposta…
Um dia ele terá :)
Certo dia aqui na rua onde moro, um grupo de jovens estava jogando bola. No decorrer da partida um dos jogadores começou a se chatear, pois não conseguia fazer o gol.
Em dado momento o tal sujeito chutou a bola, mas foi pra fora. Dois rapazes que estavam observando o jogo comentaram sobre a falta de pontaria do jogador, que entendeu a frase de uma maneira equivocada:
- Vixe, que caba ruim…
Tomado pelo ódio, o destemido jogador virou-se para os dois e disse:
- CABELO RUIM?! OLHA AQUI O CABELO RUIM!
E então baixou a bermuda, mostrando o que era, de fato, um cabelo ruim.
Fim :)
Muitas vezes lembrada nos momentos de amor, ou em momentos de ódio e às vezes no meio dessas duas coisas. Aposto como você já ouviu alguém dizer essa menina é de lua. A pessoa pode estar calma, numa boa e num outro momento mudar completamente. Seria obra da lua? Mas ela tá tão longe, né? Como ela faz isso?
A lua é poderosa! Consegue mexer com as pessoas e com as marés. E faz isso na maior classe. Usando suas várias fases (ou seriam faces?). Nova, Quarto-Crescente, Cheia ou Quarto-Minguante. Pra cada uma, um jeito diferente de agir. Dizem que isso tudo leva cerca de 29,5 dias (esse período também é conhecido como mês sinódico).
Ela, a lua, também é calma. E em alguns momentos chega a ser irônica. Fazendo o sol, o astro-rei, pensar que é rei só porque brilha. Mal sabe ele que é a lua quem o cala com a sua escuridão…
Aliás, a relação do sol e da lua é bem antiga e bem complicada. Nunca se encontram. Espero que um dia eles possam ser felizes juntos.
E esta é a lua, na minha opinião, em suas várias formas e faces (ou seriam fases?).
Áudio do poema aqui.
Professor Agrião, castigava por prazer,
dava bolo sem razão somente pra ver doer.
Numa certa ocasião, empunhando a palmatória,
resolveu de supetão argumentar sobre história.
Escolheu a minha classe, povo sabido e correto,
que talvez ainda ache as letras do alfabeto.
Empunhando a palmatória no ar, a classe toda tremeu
e eu com medo de apanhar, gritei logo ‘não fui eu!’.